A ciência brasileira garante destaque internacional após uma pesquisadora conquistar dois prêmios de inteligência artificial em Tóquio, no Japão.
A doutoranda Rafaela Miglinski Lucca, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP campus São Carlos, venceu as duas categorias principais da 9ª Conferência Internacional de Aprendizado de Máquina e Inteligência de Máquina (MLMI 2026). O evento ocorreu entre os dias 17 e 20 de julho.
Reconhecimento duplo em evento internacional
A pesquisadora garantiu os prêmios nas categorias Best Paper (Melhor Artigo) e Best Presentation (Melhor Apresentação). A primeira categoria premia trabalhos que avançam o conhecimento científico. A segunda avalia a clareza, a organização e o domínio do idioma inglês durante a exposição do tema.
Rafaela conquistou o júri com a pesquisa “Garantias de Cobertura Local para Predição do Risco de Violência”. O estudo cria um modelo para prever riscos de violência contra a mulher. Para isso, a ferramenta utiliza dados do Sistema Único de Saúde (SUS) para apoiar ações preventivas do governo.
Da sala de aula para o mundo
O artigo nasceu durante as aulas de Ciência de Dados e Aprendizado de Máquina, com a professora Roseli Romero. A própria docente incentivou a inscrição do estudo no evento internacional.
A pesquisadora celebrou a conquista em solo asiático:
“Me sinto muito feliz e lisonjeada. Poder ir para o outro lado do mundo representando essa universidade pela qual tenho tanto carinho e, ainda, tratar de uma pauta tão importante me deixa extremamente realizada.”
A viagem contou com o apoio financeiro e logístico do Programa de Excelência Acadêmica (PROEX). Desse modo, a estudante destacou a importância do suporte institucional para o sucesso do projeto:
“O PROEX me ajudou tanto financeiramente quanto com questões burocráticas, sendo bastante ágil e atencioso. Sem ele, eu não teria ido ao Japão.”
Impacto no ecossistema e novos passos
A doutoranda desenvolve o trabalho com a professora Roseli Romero e com o seu orientador, o professor Ricardo Cerri. Ela valoriza a troca com os docentes veteranos da instituição:
“Poder trabalhar ao lado de pesquisadores tão experientes e comprometidos tem sido uma oportunidade de grande aprendizado e crescimento.”
A premiação no Japão já impulsiona novos projetos na USP. A parceria com a professora Roseli gerou um novo artigo científico. A equipe vai submeter o estudo ao 41º Simpósio Brasileiro de Banco de Dados (SBBD), que acontece em setembro, no próprio ICMC.
Créditos: Texto – Guilherme Rosa – Fontes Comunicação Científica
Imagem: arquivo pessoal
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