Endividamento atinge maior nível em 4 anos em SP, mas paulistanos evitam inadimplência

Nova pesquisa da FecomercioSP na cidade de São Paulo revela que, apesar do endividamento em alta, famílias conseguiram reduzir o atraso no pagamento de contas.

O bolso do consumidor paulistano está operando no limite do crédito, mas com um diferencial importante: O endividamento mantém a responsabilidade com os prazos. Dados recentes do comércio da capital revelam um cenário de alerta que, ao mesmo tempo, traz um respiro importante para a economia doméstica.

Atraso nas contas e comprometimento de renda diminuem, apesar do uso de crédito elevado

De acordo com o levantamento de junho da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgado pela FecomercioSP, o endividamento na capital paulista atingiu o maior patamar em quase quatro anos. O índice revela que 74,1% das famílias paulistanas declararam possuir algum tipo de dívida ativa no período.

Em números absolutos, o impacto é expressivo: são aproximadamente 3,33 milhões de lares paulistanos utilizando ferramentas de crédito — como cartões, carnês e financiamentos — para compor o orçamento mensal.

Equilíbrio no orçamento: a boa notícia do setor

Apesar do volume recorde de dívidas, o relatório da assessoria de imprensa da FecomercioSP traz um indicador animador para a saúde financeira da população. Segundo a entidade, o cenário atual mostra que as famílias estão conseguindo gerenciar melhor os seus prazos.

O levantamento apontou que o atraso no pagamento das contas e o comprometimento de renda diminuíram, sinalizando que, mesmo com o uso elevado de crédito, o consumidor está priorizando manter o nome limpo e as contas em dia.

Em termos comparativos, o índice de endividamento atual (74,1%) permaneceu praticamente estável em relação ao mês anterior (maio, com 74,2%. No entanto, quando comparado a junho de 2025, houve um crescimento de 2,7 pontos percentuais em relação aos 71,4% registrados na época.

Inadimplência recua em todas as faixas de renda

Na outra ponta, a inadimplência atingiu para 20,7% o que representa uma queda 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. Apesar de manter a média há vários meses, esse indicador já está abaixo do registrado no mês de junho do ano passado quando chegou a 21,6%.

Nas famílias de menor renda, a inadimplência caiu de 25,5% para 25,1 enquanto que nos lares com renda acima de 10 salários mínimos, o índice caiu de 10,0% para 9,8%

De acordo com a FecomercioSP, o resultado foi mais favorável do que o esperado, considerando a inflação dos alimentos ainda elevada e a manutenção do juros em patamar restritivo. Para a entidade, embora o endividamento permaneça historicametne alto, os principais sinais de deterioração das finanças familiares, não se confirmaram em junho.

Cartão de crédito – A principal modalidade de dívida

O cartão de crédito permanece sendo a principal ferramenta de acumulação de dívidas com 79,8% para 79,8% dos entrevistados. Em seguida aparece o financiamento imobiliário com 17,6% em seu maior índice dentro da série histórica da pesquisa. Já o crédito consignado avançou de 5,8% para 6,2% enquanto que o crédito pessoal atingiu 12,4%, também apontando um crescimento em relação ao mes anterior.

Gráfico de barras horizontais mostrando os principais tipos de dívidas das famílias paulistanas em junho de 2026, liderado pelo cartão de crédito.
Gráfico: CTertu HUB | Fonte dos dados: PEIC / FecomercioSP

Tempo de comprometimento da renda

A parcela de renda destinada ao pagamento de dívidas caiu ára 26%, mantendo uma trajetória de queda iniciada em janeiro quanod apresentava 27,5%. Já o tempo médio de comprometimento permaneceu estável em 6,8 meses, porém, ficou abaixo dos 7,4 meses comprando com o mesmo período do ano passado.

A intenção de contrair dívidas nos próximos três meses caiu de 11,2% para 10,8%. Entre os lares que rpetendem recorrer a crédito, 81,5% indica que pretende usar o dinheiro para consumo e compras.

NA avaliação da FecomercioSP, o cenário reforça a leitura de que o crédito continua sendo utilizado como instrumento para suavizar os efeitos da inflação sobre o orçamento doméstico, mas ainda dentro dos limites que a renda da população consegue administrar.

Apurada mensalmente pela FecomércioSP desde fevereiro de 2004, a pesquisa entrevista aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista e tem o objetivo de diagnosticar os nível de endividamento e inadimplência do consumidor. A pesquisa permite o acompanhamento dos principais tipos de dívida, do nível de comprometimento do comprador com as desepsas e a percepção deste em relação à capacidade de pagamento, fatores que influenciam o processo de decisão nas empresas do comércio e demais agentes econômicos.

Fonte: Assessoria de imprensa da FecomercioSP (Lucas Mota – imota@fecomercio.com.br)

Leia também:
Ficar rico com investimentos: Mito ou realidade?
Como construir paatrimônio do zero. O segredo dos grandes investidores.
Como ganhar dinheiro. Geração de valor
Planejamento financeiro pessoal e a paz no casamento

Deixe um comentário